Políticia

Cat-2

Paraíba

Brasil

» » Conheça Um Pouco Sobre a Origem da Nação Ijexá.

Ilexá é uma cidade histórica, situada no Estado de Osun (Oxum). Localizado no sudoeste da Nigéria. Cujo povo ficou conhecido como nação Ijexá;  Localiza-se na interseção de Ilê Ifé, Oshogbo e Akure. A cidade é uma das mais tradicionais da história do povo yorubá, já chegou a ser a capital do reino de Oyó, nos tempos do império;  e no século XIX a queda de Oyó, Ilexá se tornou sujeito a Ibadan. Das cidades e aldeias desta da Nigéria, Ilexá é a maior, com uma população com mais de cem mil habitantes nos dias de hoje; é um agrícola e comercial, cujos principais produtos são: o cacau, noz de cola, óleo de palma e inhame. Ilexá possui 18 escolas secundárias e também uma academia de educação do estado, e tem um grau de unidade cultural e lingüística se distingue dos outros povos. A cidade tem rede de estradas que contribui para o sistema de esferas comerciais que ativa a distribuição de produtos dentro e fora da região.

As tradições de de Ijexá, como um dos reinos importantes da região de ijeshaland surge de uma migração dinástica de Ilê Ifé, o centro sagrado da mitologia yorubá.  A versão padrão de tradição entre os ijexás, diz que a origem deste povo vem de um jovem, filho de Oduduwa, chamado Obokun. O povo se autodenomina como Omo Obokun (crianças de Obokun).
A história conta que Obokun, era o filho mais novo de oduduwa. Ele se ofereceu para ir buscar água no mar para curar a cegueira do pai. Em seu retorno ele foi informado que seu pai estava morto, e ele pediu sua parte na herança. Foi lhe dito que todas as heranças, incluindo coroas, foram dadas à seus irmãos mais velhos. E para ele ficou apenas uma espada, Ida Ajasegun (espada da conquista) com a qual Obokun se tornou um grande guerreiro e inicio seu patrimônio em Ijexá.
Em outras histórias de Ijexá afirma-se que o local da cidade já estava ocupado por assentamentos dispersos por uma população indígena conhecida como Okesa, cujo líder é considerado como antepassado de Ogedengbe Obanla de Ijeshaland, um líder guerreiro que morreu em 1910. A cidade possui um memorial para este líder por que ele desempenhou um papel vital durante a guerra (kiriji) do século XIX, o que impediu Ijexá e outras cidades de serem conquistadas e dominadas por Ibadan e outras poderosas.

Sem dúvida, a Nação Ijexá foi a que mais se destacou na cidade de Alegre. Sou descendente  da raiz de Pai Paulino de Oxalá Efan, Babalorixá, que teve todas suas obrigações feitas pelas mãos de duas negras, ex-escravas, oriundas da região de Ilexá na Nigéria. Uma recebeu o nome no Brasil de Margarida, era filha de Oxalá, e sua irmã era chamava-se de Inácia. Em quanto viveram participaram de todas as obrigações na casa de Pai Paulino. Mãe Jurema de Xangô, é quem me passa as informações sobre quem fez a iniciação de Pai Paulino, e não lembra com certeza qual o Orixá de Mãe Inácia. Pai Paulino, oriundo de pelotas, morou na Avenida Berlim 418, em Porto Alegre, onde iniciou muitos filhos de santo que se tornaram sacerdotes e sacerdotisas da religião africana em Porto Alegre e outras localidades do estado do Rio Grande do Sul.  Era um sacerdote muito rígido, não era tão fácil receber um axé de suas mãos, o filho de santo tinha que mostrar merecimento. Mesmo com vários anos de iniciação ele só liberava para trabalhar na religião depois de ter certeza de que aquela pessoa estava realmente hábil para executar os rituais. Os filhos de santo dele que tiveram maior destaque foram: Manoel Antonio Matias, conhecido como Manezinho de Xapanã, Idalino Moreira conhecido como Pai Idalino de Ogum, Pedro Fagundes, tamboreiro; Maria Antônia Ferreira de Assis, conhecida no meio religioso como Mãe Antônia de Bará; Jurema de Xangô; Julia de Xapanã; Ruquina de Oxalá; Joana de Xapanã; Barbosa de Ogum; Gasparina de Oxum, entre muitos outros.

Manoel Antônio Matias - Manezinho de Xapanã, nascido em 17 de junho de 1896,  numa localidade denominada  Caconde, casado com Dona Eugênia de Oxalá. Teve sua iniciação feita por Pai Paulino de Oxalá Efan, da Nação Ijexá, morou no Mont’Serrat, na rua Reingantes, e segundo dona Terezinha de Xangô, neta de Jôba de Xapanã, ele também morou na Avenida Carlos Gomes, onde veio a falecer em 30 de março de 1948. Foi um dos maiores Babalorixás do Rio Grande do Sul. Seu Orixá trouxe muitas rezas que faz parte dos rituais da nação Ijexá, e também usadas por outras nações. Assim como seu Babalorixá Paulino, não fazia aprontamento de filhos de santo que não tivessem merecimento.  Manezinho deixou muitos filhos de santo que se destacaram dentro da religião, entre elas podemos citar: Mãe Ormira de Xangô, minha avó e madrinha;  Mãe Antonieta do Bará e  Mãe Ondina de Xapanã;  Mãe Ester Ferreira, conhecida como Estela de Yemanjá, cunhada de Manezinho; Maria Valdomira do Nascimento, conhecida como Mãe Miróca de Xangô; Pai Ademar do Ogum; Mãe Maria do Bará Lodê, foi esposa de Idalino de Ogum;  Mãe Diva de yemanjá; Dorvalina de Xangô; Alziro de Oxum, irmão carnal de Mãe Ondina de Xapanã;  Merenciana de Odé; Alice de Oxalá, filha carnal de Mãe Ondina de Xapanã;  Mãe Rosalina de Bará; João de Oxalá, tamboreiro; Zéca Pinheiro de Xapanã; Mãe Julia de Oxum; Maria Joaquina de Xapanã, esta senhora entrou para casa de Pai Manezinho cega e foi curada, se tornou uma grande Yalorixá; João de Xangô;  Mãe Julieta de Oxalá;  Mãe Jovelina da Oyá;  Pai Brandão do Ogum, esposo da Albertina surda da Oxum;  Mãe Picuxinha do Bará;  Pai Venceslau de Oxum;  Pai Nelson da Yemanjá;  Avelina de Xangô e seu esposo Nininho de Ogum;  Adão de Bará e Maria de Xangô, irmãos consangüíneos de  Pai Tuia de Bará;  Mãe China de Oxalá; Pai Albino de Xangô;  Mãe Nóca de Oxum, mãe carnal de Pai Tônho de Oxalá; Lavinho de Ogum e  Noracema de Xangô, filhos carnais de Mãe Jôba de Xapanã;  Carmelita de Xapanã;   Luiza do Ogum;  Amélia de Xapanã, mãe do tamboreiro “Tesoura de Ogum” entre outros.

Maria Antônia Ferreira de Assis - Mãe Antônia do Bará, nasceu em São Sebastião do Caí, veio para Porto Alegre com  2 anos de casada. Ficou muito doente e foi internada no hospital. Estava esperando para ser operada, mas, não se sabe de onde, surgiu no quarto um senhor negro.  Vendo o estado em que ela se  encontrava,  alertou o marido dizendo que  tirasse  Antônia imediatamente do hospital e a levasse na casa de um “curandeiro” que morava no Mont’Serrat. Ele deu o endereço da casa de Pai Manezinho de Xapanã. Seguindo o conselho daquele senhor o casal foi procurar Pai Manezinho, que ao consultar os orixás conclui que Antônia teria que ser iniciada na  religião. Manezinho faz os primeiros trabalhos e, já quase curada encaminha à casa de Pai Paulino de Oxalá, onde foram feitas as obrigações de assentamento de Orixás para Mãe Antônia de Bará. Nesta época Pai Manoel tinha em casa somente o Orixá Bará e o axé de Búzios, como era costume na época as obrigações vinham aos poucos, se montava uma estrutura bem sólida para depois começar ter filhos de santo. Após fazer as obrigações para Mãe Antônia, Pai Paulino à leva, novamente, à  casa de Manezinho para ajudá-lo e aprender com ele todos os fundamentos da religião, nesta época as obrigações de Pai Manoel já estavam completas em seu Ilê. E foi no terreiro de Manezinho de Xapanã que a famosa Mãe Antônia de Bará aprendeu muito sobre os fundamentos da religião africana.

Idalino Moreira - Pai Idalino de Ogum, um dos mais afamados Babalorixás do Rio Grande do Sul, era filho de Dona Francelina de Xangô, que faleceu aos 125 anos de idade.  Idalino Perdeu seu pai muito cedo, e de acordo com informações de sua enteada Cenira de Xapanã, foi criado pelo Príncipe Custódio. Pai Idalino começa sua trajetória religiosa sendo filho de santo de Custódio Joaquim de Almeida, da Nação Jêje. Com a morte de Custódio, ainda não tinha todos os axés, então vai ser filho de santo de Pai Paulino de Oxalá Efan, da Nação Ijexá.







Dona Francelina, mãe de Idalino
Pai Idalino teve três casamentos e vários filhos, um deles foi o famoso Babalorixá Turéba de Ogum. Seu ultimo relacionamento foi com dona Maria do Bará Lodê, filha de santo de Pai Manezinho de Xapanã. Residiu muitos anos no Mont’Serrat, e depois  mudou-se  para vila Bom Jesus onde permaneceu até sua morte. Seguindo as Nações Jêje e Ijexá, teve grande destaque no Batuque do Rio Grande do Sul. Muitos Babalorixás e Yalorixás o procuravam em busca de sua sabedoria.  Foi contemporâneo e  muito amigo do Pai Alfredo Sarará de Xangô,  pai carnal de Pai Pedro da Yemanjá;          Pai Idalino de Ogum trabalhava na construção civil como servente de pedreiro, levou uma vida humilde, com grande dedicação ao culto dos Orixás, falava perfeitamente o dialeto africano, não deixava fotografar nem filmar o quarto de santo. Era tamboreiro, tocava para os Orixás e para os Eguns. Pai Idalino nasceu em 09 de novembro de 1872 e faleceu em 1987 com 115 anos de idade.

Jurema de Xangô - Mãe Jurema de Xangô, nasceu no dia 5 de outubro de 1923, filha de Maria da Glória do Ogum, seu pai era espírita e faleceu quando ela tinha 9 anos. Fez o assentamento de seus Orixás em 1933, com 10 anos de idade pelas mãos do saudoso Paulino de Oxalá Efan, da nação Ijexá.
Mãe Jurema trabalhou 20 anos com Mãe Antonia de Bará. Morou ao lado da casa de Pai Idalino do Ogum na vila Bom Jesus, com quem trabalhava e ajudava na religião. Com a morte de pai Paulino foi ser filha de santo de Pai Joãozinho do Bará da Nação Jêje, e passou a cultuar os rituais das duas nações predominantes no estado Jêje e Ijexá. Mãe Jurema conta que era pequena, e sua madrinha, dona Dorcinda de Obá, uma negra mina descendente de escravos, a levava na casa de Pai Antoninho de Oxum, da Nação Oyó,onde acompanhava as festas para o Xangô do Povo, que duravam 32 dias. Conheceu muitas pessoas famosas dentro do Batuque como a Mãe Tola de Yemanjá, mãe carnal do Pai Pedro da Yemanjá, seu esposo Alfredo Sarará de Xangô, entre muitos outros.   Mãe Jurema conta que o batuque na casa de Pai Paulino começava às 2 horas da tarde, e às 8 da noite já estava concluída todas as obrigações.

Alfredo Elpídio de Lima - Alfredo Sarará, filho de Xangô,  Babalorixá  de grande importância para o Batuque do Rio Grande do Sul. Era filho de santo de Janjão de Xangô da Nação Ijexá. De acordo com Mãe Jurema de Xangô, Janjão era um negro muito feiticeiro, ela o conheceu numa festa de batuque na casa de Mãe Etelvina de Bará. Mãe Etelvina foi outra grande Yalorixá da antiguidade dentro da nação Ijexá. Pai Alfredo de Xangô morava na Leopoldo Bier, em Porto Alegre, era casado com a Yalorixá da Nação Jêje Glória Isolina Barbosa, mais conhecida como  Ya Tolá de Yemanjá e teve com ela os filhos: Pedro de Yemanjá, Miguelina de Xangô, tinha o apelido de “quito”, Alfredinho, tamboreiro, Miguel de Xangô, tinha o apelido de “Cara Furada”, e a mais nova era Ironita de Oxum.

Pedro de Yemanjá
José Pedro Barbosa de Lima - Nasci na cidade de Olinda, lá em Pernambuco, por volta de 1912. Cheguei ao Rio Grande do Sul com três anos de idade e, aos dez, como muitos outros negros, já trabalhava aqui ao lado, no porto, ajudando a descarregar a carne dos navios que atracavam, ganhando, como pagamento, miúdos de boi e outras partes menos nobres. Depois de alguns anos, me tornei estivador profissional.
Nesta época, o trabalho na estiva era controlado pelo sindicato da categoria. Só os estivadores sindicalizados podiam carregar e descarregar as embarcações. Isso nos garantia uma situação razoavelmente confortável. A gente trabalhava dois, três dias por semana, mas valia a pena, já que o sujeito ganhava quase que por quinze ou um mês até. Então tinha este fator que era muito bacana: o sujeito podia não ta trabalhando, mas chegava ali e arrumava serviço.
Eu, e vários outros trabalhadores do porto íamos diariamente ao Mercado para descansar e nos divertir. Algumas vezes, eu passava pelo Restaurante Treviso, onde se reunião para fazer noitadas grandes artistas vindos do Rio, como Francisco Alves e Carlos Galhardo; e pelo Bar Naval, ponto de encontro dos marítimos e estivadores. Mas eu não era um homem da noite, um boêmio, por causa da minha religião.
Em 25 de dezembro de 1925, me aprontei na religião e me tornei Pedro de Yemanjá. Desde então, eu fiquei ainda mais ligado ao Mercado. Afinal, ali no meio, ali ó, onde havia uma banca redonda, ali existe um Bará. O Bará é o dono dos caminhos e das encruzilhadas. Ele representa o trabalho, a fartura, o início de todas as coisas.
Fontes:  Este texto é parte da entrevista que o Babalorixá Pedro da Yemanjá deu à Laura Dutra em 01/09/1992 (Acervo Memorial do Mercado).

Ormira dos Santos - Mãe Ormira de Xangô, foi iniciada na religião africana pelo saudoso Babalorixá Manezinho de Xapanã, da Nação Ijexá. Lavava roupa para fora, e se dedicava ao culto dos Orixás com muito zelo. Era uma pessoa humilde, sabia muito bem os fundamentos da religião. iniciou muitos filhos de santo que se tornaram Babalorixás e Yalorixás bem destacados dentro do Batuque. Com a morte de pai Manezinho, muitos de seus filhos de santo passaram para o terreiro de Mãe Ormira, que ficava na rua Ariovaldo Pinheiro, 157, onde viveu até sua morte em 1987.








Artur Manoel dos Santos - Pai Tuia de Bará, nasceu em janeiro de 1942, no berço da religião africana. Começou sua vida religiosa aos dezoito anos, quando fez o assentamento de seus Orixás. Foi criado no meio de grandes sacerdotes do ritual. É afiliado de batismo de Manezinho de Xapanã e sua esposa Eugenia de Oxalá. Sua iniciação foi feita por Mãe Ormira de Xangô Aganjú, da Nação Ijexá, a qual lhe passou os verdadeiros fundamentos do culto aos Orixás e, também, dos Eguns. Seu pai carnal era o Babalorixá Nininho de Ogum, da casa de Pai Manezinho.
Pai Tuia de Bará comenta que antigamente o pessoal do “santo” era mais respeitado, pois se faziam respeitar. Se tivesse um trabalho despachado em um determinado lugar da natureza, as pessoas davam voltas longas, para se distanciar, em sinal de respeito, hoje em dia o pessoal vai em cima “bisbilhotar” para ver o que tem  no axé. Diz que um sacerdote de orixá só iniciava um filho quando tinha certeza que este levaria adiante os ensinamentos, davam-se axés de Búzios e Facas, para quem tinha Dom. Pai Tuia de Bará morou 11 anos na casa de sua mãe de santo, só depois deste período é que abriu seu terreiro na Rua São Leopoldo em porto Alegre. Ele comenta que os atos religiosos eram bem diferentes, e que há poucos terreiros que seguem a risca o verdadeiro ritual. Sua trajetória dentro da religião faz com que inúmeros Babalorixás e Yalorixás o procurem quando estão com dúvidas. Este é um fato normal dentro do culto, quando há humildade.

Mãe Celestrina de Oxum
Mãe Celestrina de Oxum Docô foi aprontada na religião africana pelo Babalorixá Cudjobá de Xangô, da nação Ijexá.
Pai Bino de Ogum nos conta que sua bisavó, Yalorixá Maria do Ogum Onira, era contemporânea de Cudjobá de Xangô, e eram visinhos na Rua Taquari, em Porto Alegre. Pai Cudjobá convidou dona Maria de Ogum para testemunhar uma obrigação de muito fundamento, feita  pelo Babalorixá à um filho de santo. Estava presente dona Zenaide, tia de Pai Bino de Ogum, que relatou os detalhes desta obrigação à seu sobrinho. De acordo com os comentários que Mãe Maria de Ogum fazia, dona Celestrina de Oxum Docô, já era iniciada na religião, antes de ser filha de santo de Pai Cudjobá, e que ele teria sido um escravo proveniente do norte do Brasil.
Mãe Celestrina de Oxum trabalhava numa banca do mercado, onde vendia seus quitutes, e Hugo de Yemanjá, ainda jovem, auxiliava nos afazeres.
Pai Cudjobá de Xangô observava o jovem no dia a dia, e ele mesmo sugeriu a Mãe Celestrina o aprontamento de Pai Hugo de Yemanjá na religião.

Pai Hugo de Yemanjá
Hugo Antônio da Silva  -    Pai Hugo da Yemanjá, nascido em 29 de abril de 1904, casado com a Yalorixá  Jovelina da Rosa Silva, conhecida no meio religioso como Jovelina de Xangô Aganjú. Dona Jovelina não podia ter filhos. O senhor Hugo teve uma segunda mulher chamada Lurdes, com quem teve 21 filhos; alguns faleceram ainda criança. Uma de suas filhas, Araci Silva Paixão é quem nos dá estas informações. Dona Araci era casada com o Babalorixá Airton Paixão de Xangô, filho de santo de Hugo de Yemanjá e diz que eles sempre comentavam que praticam as nações Ijexá com Jêje.
Dona Cândida era o nome da mãe carnal de Pai Hugo, e contava para os netos que seu filho Hugo com a idade de 12 anos, passou a ter um tipo de desmaio, perdia totalmente à consciência. Até que um dia, ao voltar a si, ele contou que ouvia sua mãe chamá-lo, mas não conseguia responder, nem voltar do lugar onde estava, e ele descreveu o local como se estivesse em uma aldeia da África.
Pai Hugo da Yemanjá foi iniciado na religião pela Yalorixá Celestrina de Oxum Docô da nação Ijexá, com 16 anos de idade e se tornou um importante Babalorixá no estado do Rio Grande do Sul, deixou muitos filhos de Santo que também se destacaram no meio religioso, entre eles podemos citar: Airton Paixão de Xangô; Pai Marcos de Oxum; Pai Lélo de Xangô; Virginia de Odé; Bela de Oxalá; Rute de Yemanjá;  Mãe Jovita de Xangô, Pedro China de Yemanjá; Maria da Glória Francisca de Souza, conhecida no meio religioso como Mãe Glorinha de Ossãe; Nicanor do Ossãe;  Mãe Chininha de Yemanjá, que morou na rua Rodolfo Gomes; Edília de Bará; Mãe Maria de Xangô da rua Barão do Triunfo; Virginia de Oxum;  Pai Dirceu de Xangô, pai carnal de Pai Bino de ogum; entre outros.
Pai Hugo faleceu aos 53 anos de idade no ano de 1957.


Mãe Maria do Ogum Onira
Maria Pinheiro da Silva, conhecida como mãe Maria do Ogum, nascida em 06 de janeiro de 1888, foi outra importante Yalorixá da nação Ijexá. Filha de santo do saudoso Alfredo Sarará, com quem aprendeu os fundamentos da religião africana.
Era contemporânea de Idalino do Ogum, com quem mantinha relações de irmandade, pois foi das mãos de seu Pai de Santo, Alfredo Sarará, que Idalino de Ogum recebeu o Axé de Obé para sacrificar bois. Teve como filhas carnais a Yalorixá Edite de Oxum e Mãe Glorinha de Ossãe, que também seguiram a Nação Ijexá.
Mãe Maria do Ogum morou na Rua Taquari, próxima à casa de Cudjobá de Xangô, pai de santo de dona Celestrina de Oxum. E por último mudou-se para Rua Mathias José Bins, no bairro Chácara das Pedras.
Suas principais obrigações religiosas, inclusive os sacrifícios de bois para os Orixás, eram feitas num local denominado Casa Grande, ou Castelo, onde é hoje o Palácio da Polícia. Neste local aconteciam os mais diversos rituais de religião aos comandos de Mãe Maria do Ogum e seus contemporâneos. Foi ela quem fez a iniciação de Turéba de Ogum aos 16 anos de idade.
Sua família, quase que na totalidade, são seguidores da religião afro-brasileira. Hoje seu representante é o Babalorixá Bino de Ogum, que mantém firme as tradições herdadas de seus antepassados, com o terreiro localizado na Rua Araponga, no bairro Chácara das Pedras em Porto Alegre.

Mãe Glorinha do Ossãe
Yalorixá Maria da Glória Francisca de Souza, conhecida no meio religioso como Mãe Glorinha do Ossãe. Teve sua iniciação no dia 17 de junho de 1925, nas mãos do Babalorixá Manoelzinho do Cavanhaque da Nação Ijexá, na falta deste passou a ser filha de Pai Hugo da Yemanjá, também do Ijexá. Mãe Glorinha do Ossãe nasceu no ano de 1909 no berço da religião africana, vem de uma descendência espiritual muito importante no culto aos Orixás dentro do Rio Grande do Sul. Era filha de ventre da Yalorixá Maria Pinheiro da Silva, Maria do Ogum Onira citada anteriormente.
Mãe Glorinha do Ossãe residia na Vicente da Fontoura, nos anos quarenta, e no inicio dos anos cinqüenta passou a morar na Rua Araponga, no bairro Chácara das Pedras, e a partir de 1962 foi morar na Av. Bento Gonçalves, 3497 onde manteve seu terreiro por muitos anos. Ela contava aos netos, que na adolescência, morava com a família na Travessa do Carmo, e de vez em quando, via o Príncipe Custódio passar montado em seu cavalo.







Mãe Edite de Oxum
Imponente Yalorixá da nação Ijexá, iniciada pelo Babalorixá Alfredo Sarará. Após a morte de Pai Alfredo, passou suas obrigações às mãos de sua genitora, Mãe Maria Pinheiro da Silva.
Mãe Edite tinha uma vidência extraordinária. Além da Nação Ijexá, era também dirigente espiritual do Centro de Umbanda Rei Agostinho, na Rua Fernando Cortes, em Porto Alegre.














Babalorixá Silvio Brito - Pai Bino de Ogum
O Babalorixá Bino de Ogum representa hoje uma importante linhagem religiosa dentro do Estado do Rio Grande do Sul. Bisneto da Yalorixá Maria do Ogum Onira, neto da Yalorixá Glorinha do Ossãe, sobrinho de Mãe Edite de Oxum, e filho carnal de Pai Dirceu de Xangô Agodo.
Traz em seu destino a missão de dar segmento às raízes africanistas de sua família carnal e religiosa. Foi iniciado e aprontado na religião por sua avó Glorinha do Ossãe, filha de Santo do Babalorixá Hugo da Yemanjá da Nação Ijexá.
Pai Bino de Ogum conviveu no meio de importantes Babalorixás e Yalorixás da antiguidade. Era freqüentador assíduo da casa de Pai Turéba de Ogum que foi iniciado na religião por sua bisavó Maria do Ogum Onira, com quem aprendeu muitos fundamentos da religião hoje praticados em seu terreiro na Rua Araponga em Porto Alegre.








Maria Barbosa Pontes - Yalorixá Preta de Oxalá, nasceu no berço da religião Africana. Com um ano de idade, Pai Paulino de Oxalá Efan fez o assentamento de seu Orixá, por motivos de saúde.
Mãe Pretinha como era carinhosamente chamada, dedicou-se desde nova aos cultos da religião e teve inúmeros filhos de santo que se tornaram importantes Babalorixás e yalorixás dentro e fora do Estado do Rio Grande do Sul.





Mãe Ondina de Xapanã
Mãe Ondina de Xapanã foi iniciada e aprontada na religião afro-brasileira por Manoel Antonio da Silva, Manezinho de Xapanã, da Nação Ijexá. Era mãe consangüínea de Mãe Táia de Xapanã que a substituiu na função de Yalorixá. Morou durante muitos anos no bairro Passo das Pedras, onde se dedicou à religião. Aprontou inúmeros filhos de santo, entre elas a famosa Darcila de Oyá, mãe de santo do saudoso Jaime da Yansã. Mãe Ondina ficou famosa pela rigidez nos dias de obrigação. Dentro de seu Ilê a religião era levada a sério, não podia ter deslizes, seu Orixá era enérgico como o Xapanã de pai Manezinho. Era temida por seus adversários pelo poder de seus feitiços.





Yalorixá Ester Ferreira
Mãe Estela de Yemanjá
Mãe Estela de Yemanjá foi iniciada na religião pelo Babalorixá Manezinho de Xapanã da Nação Ijexá. Morou muitos na Rua Das Camélias na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre, onde dedicou-se a cultuar a religião afro-brasileira. Era cunhada de pai Manezinho, e com ele aprendeu a lida com os orixás e Eguns. Teve muitos filhos de santo que se destacaram dentro do culto, entre eles podemos lembrar-nos da saudosa mãe Maria da Oyá; Pai Marquinhos da Oxum; mãe Ovidia de Oxum; Pai Miguel de Xangô; Pai Otaviano de Xangô entre outros. Passaram a seus cuidados após a morte de Manezinho: Mãe Miróca de Xangô, Pai Ademar de Ogum, Mãe Diva de Yemanjá, Delurdes de Oxum; Zilda de Oxum, entre outros. Sua raiz continua firme nas mãos da Yalorixá Santinha de Ogum entre outros descendentes.








 










Pai Leopoldo Da Yansã
Leopoldo Pires ao lado de seu filho de santo, Babalorixá Jorge Verardi de Xangô, presidente da Afrobras. Quem nos fala de Pai Leopoldo da Iansã é sua esposa, Yalorixá Malvina da Silva Pires, conhecida no meio religioso como Mãe Moza de Ogum. Ela nos informa que Pai Leopoldo nasceu em 02 de dezembro de 1912, filho de dona Joana Pires da Iansã, era tamboreiro e seguia a Nação Ijexá.
Dona Moza nasceu em General Câmara, veio para Porto Alegre para trabalhar na casa de Cezar Todeschini, cuidando de duas crianças. Conheceu o Sr. Leopoldo, com quem veio a se casar. Ele foi iniciado na casa de Pai Idalino de Ogum, depois foi ser filho de santo de mãe Andressa de Oxalá que o aprontou na religião com todos os axés. Dona Moza, também fez sua iniciação com Pai Idalino de Ogum; depois foi ser filha de mãe Jovita de Xangô, da bacia de Pai Hugo de yemanjá, onde completou suas obrigações dentro da religião.






 



Pai Lélo de Xangô
Manoel Irêno Cardoso, Pai Lélo de Xangô ao lado de sua esposa e da filha de santo Jussara de Yemanjá. Veio de santa Catarina com problemas sérios de saúde. Procurou todos os recursos possíveis em médicos, Igrejas e casas espíritas. Foi internado no Hospital São Pedro como louco. Sofreu por 11 anos, até que um conhecido o levou a casa de pai Hugo da Yemanjá.
O Babalorixá Hugo da yemanjá, após consultar os Orixás através do jogo de Búzios orientou Lélo e sua esposa que o acompanhava, o que deveria ser feito e o valor que custaria. Dona fulana disse que eles não tinham “um tostão”. Pai Hugo, olhou para o cofre que estava aos pés da mãe Yemanjá, disse Omio minha mãe, me de licença, vou pegar o dinheiro para ajudar este filho necessitado, ele vai melhorar muito de vida e retornará com muito mais. E assim foram feitos os primeiros trabalhos, e pai Lélo foi melhorando. Foi iniciado na religião. A situação de ruim passou a ser favorável demais para Pai Lélo que já tinha sua casa e mais outras que alugava em Alvorada, onde levou pai Hugo para morar.
Com a morte de Pai Hugo, Lélo de Xangô, desorientado, ficou afastado da religião por 10 anos. Acabou sendo preso por uma calúnia. Antes de ser preso ele teve um sonho com Pai Hugo lhe dizendo entre outras coisas, que teria problemas sérios com a justiça, e o orientou a dar um carneiro para Xangô que seria liberto. Pai Lélo preso, ficou em desespero; lembrou-se do sonho e disse a si mesmo: Quando eu sair daqui, vou abrir minha casa e continuar a religião.
Pai Lélo ficou detido por 12 horas, e foi inocentado. Após este fato deu segmento a seu destino de ser Babalorixá.

Babalorixá Araci de Odé
Pai Araci de ode foi um conceituado Babalorixá dentro da Nação Ijexá. Foi iniciado e aprontado na religião pelo saudoso Zeca Pinheiro de Xapanã, do terreiro de Pai Manezinho de Xapanã. Araci de Odé foi casado com Mãe Ormira de Xangô, com quem teve os filhos Laerte de Yemanjá e Zilá de Ogum.
Pai Araci morou muitos anos na cidade de Rio Pardo, onde iniciou muitos filhos de santo, que ainda dão segmento a suas tarefas dentro da religião africana.



Yalorixá Jôba de Xapanã
 Angelina Nunes Silveira, nascida em 09 de outubro de 1887. Foi iniciada e aprontada na religião pelo saudoso Manezinho de Xapanã da Nação Ijexá. Mãe Jôba, seguiu os passos de seu Babalorixá e manteve seu terreiro por muitos anos na Av. Carlos Gomes, 759 em Porto Alegre.
Era benzedeira das mais procuradas. Fez muitas curas através de seu Orixá, que nem os médicos acreditavam que certas doenças, na época, poderiam ter solução.
Auxiliava nas obrigações, tanto na casa de seu pai Manezinho como de seu avô Paulino de Oxalá Efan. Mãe Jôba Faleceu em 1949.




FONTE- XANGOSOL.COM
«
Próxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

Sobre Geronimo Barbosa

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

Nenhum comentário

Leave a Reply

Caderno de Esporte

Entretenimento

Mundo

Cat-5

Cat-6