Políticia

Cat-2

Paraíba

Brasil

» » Agricultores recebem formação e aumentam produção de coco na PB

Produtores de Mamanguape aprendem a investir e gerenciar negócios.
Ajuda do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural chegou no ano passado.



Com a ajuda do Senar, agricultor de Mamanguape viu crescer a produção de coco (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Com a ajuda do Senar, agricultor de Mamanguape viu crescer a produção de coco (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Após épocas de altos e baixos, a produção de coco na Vila Hortigranjeiro, em Mamanguape, Litoral Norte da Paraíba, está crescendo. O 'Paraíba Rural' desta quarta-feira (8) mostra que, desde o ano passado, os agricultores familiares do município aprendem a investir nas plantações e gerenciar melhor os negócios.

A ajuda veio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entidade vinculada à Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) que fornece auxílio e formação para agricultores de todo o país. Em 2016, 14 produtores da vila começaram a receber orientações do órgão sobre gestão agropecuária.

Um dos que se beneficiaram com o projeto foi o agricultor Ambrósio Tibúrcio. Com dificuldades financeiras provocadas pela seca, há 30 anos, ele saiu de Condado, no Sertão, onde morava, para Mamanguape. "Lá, eu plantava milho, feijão, arroz e algodão. Aí a seca acabou com tudo. A gente passava por aperto de toda qualidade", lembra.

Ao chegar a Hortigranjeiro, o agricultor decidiu investir na produção de coco, que, ao longo das últimas décadas, teve períodos de alta e baixa. No ano passado, assim que vieram, os agrônomos do Senar perceberam que havia erros na adubação e na irrigação.

"Eles tinham muita perda de produção aqui porque eles colocavam nos solos um quilo de adubo, de 30 a 40 dias, por planta. E isso acarretou numa concentração muito grande de fósforo no solo. E isso podia acarretar numa salidade no solo e desestabilizar todo o sistema desse solo", explica o agrônomo Gilson Filho.

'Medidas de impacto'
Para resolver o problema, Filho conta que precisou fazer algumas ações de reparo. "A gente fez medidas de impacto. Por exemplo, tinha coqueiros aqui que tinham quatro pontos de irrigação. Era um volume de água muito grande. A gente reduziu para dois e ampliou a área seca", diz.

Além disso, o cultivo sofria com as pragas que, apesar dos defensivos químicos, não eram controladas. "A gente começou a trabalhar com detergente e óleo de cozinha, justamente para ter esse cuidado, para que o fruto pudesse se desenvolver com qualidade e com muito pouco agrotóxico, que a gente conseguiu diminuir em 30% o uso", afirma o agrônomo.

Agora, o próximo passo é reduzir as despesas com esterco animal, usado para enriquecer a terra, e substituí-lo por palha e cocos secos, que poderiam ser reaproveitados após um processo de compostagem.

"A gente quer trazer a fábrica para eles aqui. Eles têm volume suficiente. A nossa intenção é que eles colham o fruto aqui dentro, beneficiem a água do coco e esse material que sobrar seja reutilizado, feita a compostagem dele e volte para o coco. O coco vai ser um ciclo em cadeia, ele sai da planta e volta pra planta", defende Gilson Filho.

Com as orientações, a produção de Ambrósio subiu de 7 mil cocos a cada 40 dias para 18 mil nesse mesmo intervalo. "Aumentou a produção e aumentou o dinheirinho da gente. Aumentou muito, porque não dava esse resultado. A gente não tinha a técnica que eles passaram para nós", comemora.

Além de melhorar a produção, os agricultores estão aprendendo sobre gestão de negócios para poder aumentar as vendas. "Aliado à parte técnica, era importante também ensinar um pouco da parte de gerenciamento de atividades para esses produtores. Afinal, se eles estão no mercado, produzir por produzir eles já sabem. Mas o grande gargalo era aquele lucro no final do mês que, às vezes, era pequeno ou nem existia", diz o chefe do Departamento de Assistência Técnica do Senar, Gabriel Pepelinkar.


«
Próxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

Nenhum comentário

Leave a Reply

Caderno de Esporte

Entretenimento

Mundo

Cat-5

Cat-6