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Acuado por suspeitas de envolvimento de membros de seu primeiro escalão com agentes russos, Donald Trump decidiu partir para o ataque. Desrespeitando o protocolo do cargo, acusou, via Twitter e sem apresentar provas, o ex-presidente Barack Obama de ordenar ao FBI (a polícia federal americana) a realização de escutas telefônicas na Trump Tower, onde funcionava o comitê central de campanha eleitoral do então candidato republicano.
A acusação teve origem em um programa de rádio, e foi repercutida no site de extrema-direita Breitbart News, ligado ao estrategista-chefe de Trump, Stephen Bannon. Analistas veem a acusação, prontamente negada por Obama e pelo diretor-geral do FBI, James Comey, como uma tentativa de Trump de desviar o foco da opinião pública.
O tweet foi publicado menos de 24 horas depois de o procurador-geral, Jeff Sessions, ter se declarado impedido de participar das investigações sobre a tentativa do governo russo de interferência nas eleições americanas, favorecendo a campanha do republicano. Sessions reuniu-se com o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak, apesar de ter dito sob juramento, no Congresso, nunca ter mantido contato com autoridades russas.
Trump já havia perdido o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, porque ele mantivera contato telefônico com Kislyak e mentiu sobre o teor da conversa. A escuta deste telefonema levou sites ultraconservadores a divulgarem que a equipe de Trump estava sendo grampeada. O grampo, porém, fazia parte do monitoramento convencional das comunicações do embaixador russo, e, ao contactá-lo, Flynn entrou no radar das autoridades americanas.
Não é a primeira vez que Trump faz acusações contra Obama sem apresentar provas. Na campanha, acusou o ex-presidente de ser o fundador do grupo extremista Estado Islâmico, além de garantir que Obama não havia nascido nos EUA. São acusações incendiárias e sem fundamento, mas que geram manchetes e entretêm a mídia, desviando a atenção de assuntos indigestos. Trump se comunica por Twitter, sem consultar assessores ou verificar se há algum fundamento em suas afirmações. No caso presente, o fato de Trump pedir ao Congresso que inicie uma investigação sobre as escutas, mostra que ele não tem provas do que escreveu.
Chama a atenção o fato de a acusação ter sido feita após repercussão da nota radiofônica pelo Breitbart, indicando a influência de Bannon na Casa Branca. O estrategista-chefe de Trump é um ideólogo da chamada direita alternativa, defensora do nacional-populismo. E já há inclusive sinais de divergências internas, como a recente discordância entre Bannon e Ivanka Trump sobre o Acordo Paris, que o primeiro propõe rasgar. Em seis semanas de gestão, crises se sucedem na Casa Branca num ritmo quase diário, a maioria delas geradas pelo próprio Trump. E à medida que estas se intensificam, cresce o sentimento de insegurança diante de um governo imprevisível.
O Globo 

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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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