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» » Lista de Janot muda ritmo em Brasília

Presidente Michel Temer no Palácio do Planalto - 21/02/2017Mesmo diante da expectativa de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviar nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista com cerca de oitenta pedidos de investigação contra ministros e parlamentares com base nas delações da Odebrecht, o presidente Michel Temer vai tentar manter o clima de normalidade e focar em agendas positivas para desviar a atenção do assunto. No Congresso, porém, a avaliação é de que as revelações deverão afetar a agenda de votação tanto na Câmara como no Senado.
Para parlamentares, oRITMO DAS votações vai depender do impacto da nova lista no mundo político. No Senado, os pedidos de abertura de inquérito podem atingir nomes importantes do PMDB e do PSDB e inviabilizar a votação da segunda etapa da repatriação de recursos de brasileiros depositados ilegalmente no exterior, considerada prioritária para os Estados em crise.
Também citado por executivos da Odebrecht, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocou uma reunião de líderes para terça-feira para definir o comando das comissões permanentes da Casa, mas abandonou a ideia de colocar em votaçãoNESTA SEMANA O projeto sobre terceirização, considerado polêmico pela oposição.
“O Congresso vai precisar mostrar maturidade para separar as agendas econômica e política”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). Há, no entanto, quem defenda a tese de que deixar o plenário esvaziado, sem votações, é pior, porque torna a Operação Lava Jato a única pauta da semana.

No Planalto, para mostrar que o governo não está paralisado diante da nova lista de Janot, Temer convocou uma reunião para esta segunda, às 9h30, para discutir segurança pública e combate ao crime organizado. A agenda presidencial prevê ainda uma viagem no fim da semana para inaugurar uma obra contra enchentes na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Além de deputados e senadores, pelo menos dois ministros da cúpula do Palácio do Planalto devem estar na nova lista de Janot: o ministro da Casa CivilEliseu Padilha, que volta ao trabalho nestaSEGUNDA-FEIRA APÓS UM período de licença médica, e o ministro da Secretaria-Geral da PresidênciaMoreira Franco. Interlocutores do presidente dizem, porém, ter convicção de que Temer, pessoalmente, não será atingido pelas delações.
O discurso oficial de auxiliares do presidente é que, para o governo, o ideal seria que o conteúdo das delações fosse divulgado de uma vez, para que o Planalto não fosse atingido, a cada semana, com novos fatos. Os pedidos encaminhados por Janot serão analisados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Apenas se Fachin autorizar a derrubada do sigilo das delações é que o conteúdo se tornará público.

Supremo

Entre os ministros do Supremo, o discurso é que a chegada da “megadelação” não vai alterar a rotina da Corte. O númeroESPECULADO DE POLÍTICOS citados,  cerca de 200, não impressiona o ministro Celso de Mello. “Todos os julgamentos que chegam ao Supremo são importantes e relevantes”, disse. Segundo o ministro Gilmar Mendes, os novos pedidos de abertura de inquéritos não vão paralisar os trabalhos do Supremo. Perguntados sobre se são a favor ou contra o fim do sigilo das delações, os ministros não opinaram. “Isso está confiado ao relator”, afirmou Mendes.
(Com Estadão Conteúdo)
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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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