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» » PSDB e DEM vão esperar STF para decidir se deixam governo

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) - 19/04/2017Depois de cancelarem reunião que discutiria o desembarque e comparecerem ao Palácio do Alvorada para uma reunião informal, as cúpulas do PSDB e do DEM adiaram para quarta-feira a decisão sobre o apoio ao presidente Michel Temer (PMDB). Consideradas essenciais para a manutenção da base aliada no Congresso Nacional, as legendas optaram por aguardar o julgamento do pedido de suspensão de inquérito, que Temer encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), a ser analisado na quarta-feira.
Nos bastidores, no entanto, os dois partidos já estudam uma saída alternativa para a crise política provocada pela delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, com a construção de um nome de consenso para ser eleito em um eventual pleito indireto. O principal problema para esta solução é, justamente, a falta de acordo sobre quem seria o “salvador da pátria”. O assunto deveria ter sido discutido no encontro que o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), havia agendado para o domingo com líderes de DEM e PPS – cancelado após articulação de ministros aliados ao presidente Temer.
Depois do PMDB, PSDB e DEM são os principais pilares da coalização que dá sustentação à gestão do peemedebista. A preocupação do governo é com um desembarque tucano – na avaliação dos aliados de Temer, se isso ocorrer, será o fim da sua passagem pelo Planalto. Dentro da legenda tucana, o partido ainda trabalha para conseguir administrar a própria crise, causada pelas gravações envolvendo o agora senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que até a manhã de quinta-feira era o presidente do PSDB, substituído por Jereissati na tarde do mesmo dia. A pressão para que o partido deixe a base aliada de Temer parte, sobretudo, dos “cabeças pretas”, como é conhecida a ala de políticos mais jovens do PSDB.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), negou que haja o risco de debandada dos tucanos e do DEM. “Os dois partidos estão firmes e fortes na base do governo”, afirmou. Outro aliado próximo ao presidente, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltou a prioridade nas reformas econômicas. “Conclamamos os aliados para continuarmos acelerando as reformas. A cereja do bolo é a Previdência e tem de ser perseguida, mas, se não chegar, paciência. Ficará para a próxima gestão”, concluiu o senador.
Se Temer renunciar, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume interinamente por 30 dias. Depois desse prazo, o Congresso Nacional realiza eleições indiretas para definir o novo presidente.
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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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