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» » Secretário de Doria discute e ameaça ‘quebrar a cara’ de ativista

André SturmUm áudio divulgado nas redes sociais mostra o secretário de Cultura da cidade de São Paulo, André Sturm, discutindo com um integrante do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, da zona leste da capital – em determinado momento, o auxiliar do prefeito João Doria (PSDB) ameaça “quebrar a cara” do ativista Gustavo Soares, que o havia chamado de “desequilibrado” durante discussão sobre a gestão de um espaço público no bairro.
“Desequilibrado é você. Se falar assim vou quebrar sua cara. Isso mesmo, vou quebrar sua cara”, afirma Sturm, ao que Soares responde: “Então, quebra. Isso é um secretário de Cultura”. Logo depois, o secretário continua:  “Vai cuidar da sua vida. Acabou a molecagem, vai arranjar lugar para fazer as suas gracinhas. Eu não vou quebrar a sua cara porque eu não vou sujar a minha mão”, diz Sturm.
O ativista, então, diz que vai registrar um boletim de ocorrência por causa das ameaças. “Faz um boletim de ocorrência, é isso mesmo, superdemocrático, bacana, articulado”, rebate o secretário. Em outro trecho do áudio, Sturm afirma que o militante está fazendo um “discursinho babaca” e o chama de “chato”. Ao fim, declara que o ativista “será devidamente expulso” do espaço que ajuda a administrar, a Casa de Cultura de Ermelino Matarazzo.
Ouça a discussão em áudio postado pelo Movimento Cultural Ermelino Matarazzo

Após o entrevero, o Movimento Cultural Ermelino Matarazzo publicou uma nota de repúdio. Em nota, André Sturm pediu desculpas e disse que lamenta a atitude adotada: “Lamento minha atitude e reforço o compromisso de permanecer aberto ao diálogo com todos os segmentos artísticos e agentes culturais da cidade, como tenho feito desde o primeiro dia da gestão, na construção de políticas e ações que buscam valorizar a cultura em todas as formas de expressão”.

Reunião

A discussão ocorreu no fim da tarde de segunda-feira na sede da Secretaria Municipal de Cultura. O Movimento Cultural Ermelino Matarazzo pretendia discutir a renovação de um fomento cultural que recebia da prefeitura. Na reunião, que durou cerca de 30 minutos, Sturm indica que o movimento deveria formalizar a parceria junto à secretaria.
De acordo com o secretário, não há previsão no orçamento para patrocinar atividades como as realizadas na Casa de Cultura, embora possa seguir pagando as contas de água e luz. Ele sugere, contudo, que, com um novo acordo, o espaço poderá promover atividades pagas (no máximo 40% do total) e implantar um café, no qual se poderiam vender produtos como bolos, coxinhas e refrigerantes.
“Não vejo como vantagem nenhuma a gente burocratizar um processo [formalizar a parceria], que está de forma autônoma, articulando o movimento. (…) Sinceramente, a proposta não me agradou”, afirmou Gustavo Soares no fim da fala do secretário, que rebateu, antes de dar início à discussão: “Vamos analisar a proposta, mas não vamos fazer nada enquanto não estiver formalizado”.
Na nota enviada a VEJA, Sturm alega que a intenção da Prefeitura era “oferecer uma parceria que visava a manutenção do grupo no espaço, com autonomia e segurança”, mas que a intenção do coletivo era “apenas obter recursos públicos, sem prestação de contas”.
(Com Estadão Conteúdo)
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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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