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» » Aldemir Bendine tem R$ 3,4 milhões bloqueados

Preso na última quinta-feira na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine teve 3.417.270,55 reais bloqueados em três contas bancárias. O bloqueio foi determinado pelo juiz federal Sergio Moro, que estipulou em até 3 milhões de reais o valor a ser confiscado, montante que corresponde à suposta propina paga pela empreiteira Odebrecht a Bendine, conforme a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
Na conta de Aldemir Bendine no Banco do Brasil, que ele presidiu entre 2009 e 2015, o Banco Central informou a Moro que foram bloqueados 3 milhões de reais. Também foram retidos 414.253,09 reais no Bradesco e 17,46 reais na Caixa Econômica Federal. Como o valor confiscado ultrapassou o limite estipulado no caso de Bendine, a defesa dele pode requerer a restituição do excedente e o juiz decidirá sobre a devolução.


Supostos operadores do pagamento ilícito a Aldemir Bendine e também presos na Operação Cobra, os irmãos Antônio Carlos e André Gustavo Vieira da Silva também tiveram recursos bloqueados, assim como a empresa MP Marketing, Planejamento Institucional e Sistema de Informação Ltda., na qual são sócios. Nos três casos, o valor máximo a ser bloqueado também era de 3 milhões de reais.
Investigado pela Lava Jato como responsável por receber o dinheiro sujo do departamento de propinas da Odebrecht em três parcelas de 1 milhão de reais, em 2015, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior teve 18.836 reais bloqueados pelo Banco Central. Deste valor, 17.467,58 reais estão em uma conta no Banco do Brasil e 919,23 reais, no Banco Safra.
Já seu irmão, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva, teve 637.285,53 reais confiscados, divididos entre 631.210,15 reais no Banco Original e 6.075,38 reais no Banco de Brasília. Segundo as investigações do MPF, André Gustavo declarou à Receita Federal e pagou impostos sobre os 3 milhões de reais recebidos pela Odebrecht, justificados como “consultoria” da MP Marketing à Odebrecht Ambiental.
A empresa, que supostamente recebeu o valor milionário da empreiteira, teve bloqueados apenas 36,41 reais. Os investigadores apontam “fortes evidências” de que a MP marketing seja um negócio de fachada, entre as quais o fato de que, apesar do faturamento alto e das atividades que alega exercer, a firma não tinha, entre 2006 e 2016, nenhum funcionário registrado na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho.

Acusado por delatores

Em seus acordos de delação premiada firmados com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-executivo da Odebrecht Ambiental Fernando Reis informaram terem sido cobrados por Aldemir Bendine e emissários dele em dois momentos.
No primeiro, quando Bendine estava à frente do Banco do Brasil, André Gustavo Vieira da Silva teria procurado a empresa e pedido 17 milhões de reais em troca do prolongamento de um empréstimo da Odebrecht Ambiental no banco estatal. Segundo as colaborações, esse primeiro valor não foi pago.

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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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