
"A gente chamou o Samu. Quando o Samu chegou e fez o atendimento, e viu que era fome, até o rapaz praticamente chorou", conta a professora Ana Carolina Costa, que dava aula para a criança que sofreu o desmaio.
Em nota enviada à TV Globo, a Secretaria de Educação disse "lamentar" o caso do estudante, e informou que não oferece almoço às crianças porque não há ensino integral na unidade. A reportagem insistiu e, em uma nova resposta, a pasta disse que vai "reavaliar" a situação.
No comunicado, a secretaria diz que fornece um "lanche" a cada turno – segundo funcionários, a merenda é composta por biscoito e suco, na maioria das vezes.
Fome e pobreza
De acordo com a equipe da Escola Classe 8 do Cruzeiro, a reclamação de fome é comum entre os alunos. As aulas acontecem à tarde mas, por causa da distância e do número de paradas, muitas crianças saem de casa às 11h, e passam o horário de almoço no transporte escolar do governo.
Pedido de exceção
Os professores da Escola Classe 8 dizem ver sentido na alegação da Secretaria de Educação – que oferta almoço apenas para crianças em turno integral, que passam o dia nos colégios –, mas pedem que uma exceção seja aberta a esses alunos, em razão do trajeto e da condição social.
"O que a escola precisa é que seja ofertado um complemento. A gente não vai alimentar essas crianças com biscoito", diz a professora Fabiane Rios.
A reclamação é encampada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), que diz já ter enviado contestação ao governo sobre o caso. "Já pedimos diversas vezes para oferecer almoço e lanche para essas crianças. Como elas vêm de muito longe, não dá para ficar só com o lanche parcial", diz o diretor da entidade, Samuel Fernandes.
G1
Nenhum comentário