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» » Se houver necessidade, militar deve partir para o confronto, diz Temer

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta sexta-feira (23) que, se houver necessidade, os militares que estão atuando na intervenção no Rio devem "partir para o confronto" com criminosos.
"Não sei se vai haver confronto, mas, se houver confronto entre o marginal, o bandido armado, dando tiro, ele [o militar] não vai se deixar matar, não vai deixar a segurança ficar impune, não vai. Se houver necessidade, ele parte para o confronto", disse o presidente durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da BandNews, em Brasília.
Ao fazer a afirmação, Temer interrompeu a fala de Datena para fazer a ressalva de que o Ministério dos Direitos Humanos vai acompanhar de perto as ações dos militares no Rio.
"A gente diz isso e a imprensa já estampa: 'Temer agride direitos humanos'. Estamos promovendo um grupo no Ministério dos Direitos Humanos que irá acompanhar as operações no Rio de Janeiro. Há um grupo da Câmara que também vai acompanhar. O Ministério Público também tem um grupo que vai acompanhar isso", declarou.
Temer disse ainda que na próxima segunda-feira (26) deve ser criado o Ministério Extraordinário de Segurança Pública e que dez nomes estão sendo avaliados para capitanear a pasta.
"Tive coragem de fazer coisas que muita gente não teve. Não vou ficar apenas na intervenção, estarei anunciando o Ministério Extraordinário de Segurança Pública. Há uns dez nomes sendo cogitados", disse sem citar quais seriam esses nomes. Questionado se o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim era um dos cotados, Temer não negou nem confirmou.
Sobre o novo ministério, o presidente afirmou que a pasta vai criar uma Guarda Nacional, que auxiliará os Estados no combate ao crime organizado e descartou que será criado um imposto para a segurança pública. "Se cogitou criar um imposto para prover programa da segurança, mas não há intenção do governo", disse.
Datena afirmou que, se a intervenção na segurança pública no Rio der certo, será uma "jogada eleitoral de mestre" e questionou Temer se ele será candidato à reeleição. O presidente negou que seja candidato.
"[A intervenção] É uma jogada de mestre, mas não é eleitoral. Sou candidato a fazer um bom governo. Não há possibilidade de eu ser candidato", afirmou, mas acrescentou que "em política, as circunstâncias atuais ditam a conduta". Em outro momento da entrevista, Temer negou que disputará qualquer cargo eletivo este ano.
UOL 
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Sobre Jacy Mendonça

Filho de Santa Rita, radialista do programa Jornal 100.5 Notícias na 100.5 FM.

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